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Estar bem consigo mesmo é melhor do que estar bem com todo mundo



Olá pessoal!!
Entender que estar bem consigo mesmo é preferível a estar bem com todo mundo é um sinônimo de saúde e bem-estar. É como o aprendizado que se ganha depois de uma grande viagem onde, pouco a pouco, deixamos determinadas situações para trás para avançar leves, livres de cargas na mochila e pedras nos sapatos. É um despertar que nos permite levar a vida com mais honestidade.
No entanto, apesar de que na teoria parece fácil entender e essa ideia inclusive ofereça material suficiente para escrever mais de um livro sobre crescimento pessoal, pode-se dizer que, na prática, falhamos bastante nisso. Para entender melhor esse assunto daremos um pequeno exemplo sobre o qual refletir. Imagine que você está olhando por uma janela algo que acontece cada manhã na mesma hora. Ali está o vizinho, levando cada dia o seu pequeno vaso de planta para que receba de maneira regular a luz do sol. Ele faz isso com cuidado e absoluta dedicação: corta seus ramos, rega, coloca adubo… inclusive poderíamos dizer que ele proporciona carinho à planta.

“Quando você ama e respeita a si mesmo, a desaprovação de alguém não é nada a temer ou evitar”.
-Wayne Dyer-
É algo que chama muito a atenção por um fato em concreto. Nosso vizinho nunca pareceu um homem muito feliz, tem um trabalho do qual não gosta e é a típica pessoa que tenta agradar a todos. Sua resignada necessidade de satisfazer os outros faz dele uma marionete que é manipulada por qualquer pessoa: a família, os chefes, os amigos… Na verdade, eles puxam tanto os “fios” que eles começam a se desgastar: nosso jovem vizinho já sofreu a sua primeira ameaça de infarto.
Cada dia quando o observamos sair com o bonito e cuidado vaso de planta perguntamos por que ele não trata a si mesmo com a mesma dedicação e amor como faz com a sua pequena árvore. Estar bem consigo mesmo é algo que, sem dúvida, o vizinho deveria aprender a praticar, desistindo de algumas relações, alimentando a autoestima e procurando mais autenticidade com o fim de recuperar sua dignidade e bem-estar…
Estar bem consigo mesmo: questão de lógica e necessidade
Dizia Epiteto que “assim como quando caminhamos nós tentamos não pisar em um prego ou torcer o tornozelo, na vida deveríamos nos dirigir com a mesma atenção”, ou seja, evitando que outras pessoas nos prejudiquem, evitando incomodar os outros e nos protegendo de todo o mal. No entanto, em algumas ocasiões não fazemos isso: nos descuidamos de maneira perversa e proposital. Esquecemos que, quando uma pessoa deixa de estar bem consigo mesma para priorizar os outros, isso não é nada saudável.
Esquecemos, talvez, que tentar agradar a todos adiando as próprias necessidades não é logico nem recomendável. Assim, ao permitir que esse sacrifício nos faça sentir mal conosco por uma coisa ou outra, sentimos uma sensação de vazio, indecisão e frustração, o que é um preço extremamente alto a pagar.
Lembremos que aquilo que se cuida prospera, e o que se defende e se alimenta termina dando seus frutos. Então, algo que deveríamos refletir também é que existem momentos em que seria necessário deixar de lado os aspectos emocionais para fazer uso da razão. Separar o que sentimos e lembrar daquilo que necessitamos.
Somos conscientes de que a Inteligência Emocional tem muita influência na atualidade; no entanto, existem momentos bem concretos onde o pensamento mais lógico e racional é o que funciona melhor. A razão? É esse tipo de perspectiva mental a que mais nos incentiva a tomar decisões firmes para começar mudanças em prol do benefício próprio.

“Tudo vai dar certo no final. Se não deu certo, não é o fim”.
-John Lennon-
Erich Fromm dizia que as pessoas têm a sutil capacidade de viver em uma contradição constante. Isso faz com que, em algumas ocasiões, pensemos que se os outros são felizes, eu também sou feliz, que se eu digo a certa pessoa que apoio o que ela faz apesar de não ser verdade, eu vou conseguir a sua aprovação e indulgência e, consequentemente, isso vai me proporcionar bem-estar.
Dualidades semelhantes são destrutivas, são situações com um elevado custo emocional onde deveria prevalecer, antes de tudo, o sentido e a razão: se eu não gosto de algo, me afasto, se eu não concordo com alguma coisa, eu falo, se me prejudicarem, eu me defendo, se não sou feliz eu procuro conseguir isso do meu jeito.
O caminho para o bem-estar consigo mesmo
O caminho para estar bem consigo mesmo nasce do sentido de equilíbrio. Não é uma questão de praticar a autoindulgência e de nos priorizar praticamente em qualquer terreno, momento ou circunstância. O bem-estar mais saudável não deriva no narcisismo, senão na convivência saudável onde o indivíduo entende que para “ser” também precisa “deixar ser”.
Para conseguir isso, podemos refletir sobre as seguintes perspectivas. Cada uma delas requer uma adequada interiorização para poder ser integrada nas nossas vidas:
  • Autoconfiança: acreditar nos próprios recursos internos nos permite ser mais competentes na hora de tomar decisões, de avançar sabendo quem sim e quem não, o que precisamos em cada momento e como podemos alcançar esses objetivos.
  • Racionalizar os pensamentos. Quando deixamos de estar bem com nós mesmos isso se deve, quase sempre, a esse diálogo interno desgastante, crítico e negativo que constrói obstáculos para o nosso desenvolvimento pessoal. Aprendamos, portanto, a racionalizar o pensamento, a derrubar medos e a deixar de ser nossos próprios inimigos.
  • Sejamos amigos da vida: Em vez de querer ser “amigo de todo mundo”, de estar bem com todos para nos sentirmos aceitos, mudemos um pouco a perspectiva. Sejamos amigos da vida, sejamos abertos às oportunidades, ao otimismo, ao sentido da liberdade, e não ao da indulgência e da dependência alheia.
  • Descubra o potencial que existe em você: quando descobrimos nossos pontos fortes, quando aproveitamos nossas virtudes, capacidades e talentos, tudo em nós entra em harmonia. Sentimos nossa valentia para começar coisas sem depender dos outros, coisas que trazem satisfação e vão nos permitir avançar com um sentimento benigno.
Para finalizar, recordemos que ao estar bem consigo mesmo, o que o destino prepara começa a importar menos. No seu interior existe tanta energia, confiança e otimismo que nada poderá deter os seus passos. Não desperdicemos essa virtude que todos temos dentro de nós.
Fonte: amenteemaravilhosa
Saiba mais!!

Os riscos de silenciar as emoções


“Quem engole muito no final se afoga”, diz um velho ditado que provavelmente você já ouviu em algum momento.
Freud também nos advertiu sobre os perigos de silenciar os sentimentos dizendo: “As emoções reprimidas nunca morrem. São enterradas vivas e saem mais tarde da pior forma”.
Na verdade, às vezes, a sabedoria popular encontra um apoio na ciência. Em certos casos, reprimir nossos sentimentos e pensamentos, por medo de ofender outros ou ser vulneráveis, podem acabar causando danos a nós mesmos. As emoções que se acumulam prejudicam-nos em silêncio, tornam-se fantasmas que danificam nosso corpo e nossa mente.
Se você não expressar o que sente, não poderá se defender
Se você não expressar seu desconforto, é provável que a pessoa que está machucando você não esteja plenamente consciente das conseqüências de suas palavras ou atitudes sobre você. Muitas vezes esperamos que os outros percebem o que estamos passando, que adivinhem nossos sentimentos e pensamentos.
Aqueles ao nosso redor não são adivinhadores, embora seja verdade que eles possam perceber algumas coisas, às vezes estão muito ocupados para notar o impacto negativo que suas palavras ou comportamentos têm. Portanto, cabe a nós observar que eles estão nos causando mal. Devemos encontrar um equilíbrio entre os momentos em que é mais sensato calar-se e aqueles em que é necessário falar para defender nossas necessidades e proteger o nosso equilíbrio emocional.
Emoções reprimidas tornam-se problemas psicossomáticos
A mente e o corpo formam uma unidade, por isso não é estranho que emoções e sentimentos reprimidos acabem se expressando por problemas psicossomáticos.
Um estudo muito interessante realizado na Universidade de Aalto revelou que emoções diferentes afetam nosso corpo, gerando diferentes reações. A raiva contida, por exemplo, tem sido associada com o dobro do risco de sofrer um ataque cardíaco, o que não é estranho, porque se você olhar a figura abaixo, você pode ver que as manifestações de raiva se concentram na parte superior do corpo.

Também é sabido que o estresse desencadeia a produção de cortisol, um hormônio que gera processos inflamatórios que são muito prejudiciais para as células do nosso corpo e que estão na base de doenças tão graves como o câncer.
Na verdade, um estudo clássico realizado na Universidade de Stanford revelou que as pessoas com tendência a reprimir suas emoções, classificadas como “personalidades repressivas”, reagem com uma maior ativação fisiológica em situações desafiadoras do que pessoas que sofrem de ansiedade.
Em geral, as pessoas com tendência a silenciar seus sentimentos têm maior risco de surgirem sob a forma de sintomas psicossomáticos, que vão desde tensões musculares e dores de cabeça até problemas gastrointestinais, doenças dermatológicas. Quando a pessoa reprime tende a prejudicar a saúde.
Alívio emocional: expressar seus sentimentos é fundamental para o seu bem-estar
Durante muito tempo, foi considerado de mau gosto falar das emoções. Na verdade, quando crianças nos ensinaram que não devemos chorar ou ficar com raiva. Como resultado, muitos adultos nunca aprenderam a gerir de forma assertiva seus estados emocionais, eles simplesmente os reprimem.
Os neurocientistas da Universidade de Wisconsin após analisarem os cérebros de pacientes que desenvolveram uma “personalidade repressiva” concluiram que os mesmos funcionam de maneira relativamente diferente.
Na prática, mensagens perturbadoras levam muito mais tempo para passar de um hemisfério do cérebro para o outro. No entanto, o mesmo não ocorre com mensagens neutras ou positivas, que indica que é uma reação aprendida ao longo do tempo.
No entanto, o alívio emocional é fundamental para o nosso bem-estar psicológico e físico. Falar sobre como nos sentimos ou como os outros nos fazem sentir, sem medo, nos permitirá desenvolver relacionamentos interpessoais mais maduros e autênticos, enquanto nos ajudam a estabelecer limites saudáveis.
Limites saudáveis, como alcançá-los?
1. Esteja atento às suas emoções e à sua causa.
Se uma pessoa sempre reprimiu suas emoções, é provável que seja difícil para elas mergulhar nelas. Mesmo assim, é essencial que você aprenda a identificar o que sente, saiba diferenciar a raiva do ressentimento, por exemplo, e consiga detectar o que te faz sentir dessa maneira.
É um exercício profundo de auto-conhecimento para o qual você precisa expandir seu vocabulário emocional através desta lista de emoções e sentimentos.
2. Determine um limite.
Os limites não são negativos, pelo contrário, porque permitem que outras pessoas saibam até onde podem ir. Se você não coloca limites em suas relações interpessoais, provavelmente que outros acabem aproveitando da sua gentileza ou sua capacidade de apoiar tudo sem dizer nada, apertando a corda cada vez mais. É importante que esses limites garantam a satisfação de suas necessidades.
3. Dizer o que você acha sem precisar prejudicar os outros.
Defender seus direitos não implica prejudicar os outros. Você não precisa se tornar um “kamikaze” da verdade, mas fisicamente, ficar aguentando a crítica insalubre e os ataques de pessoas tóxicas só vão prejudicá-lo. O ideal é que você aprenda a dizer o que você pensa e sente em relação ao outro, mas assumindo uma posição firme.
4. Procure uma maneira assertiva de alívio emocional.
Você nem sempre pode dizer aos outros o que sente. No entanto, isso não significa que você deve silenciar essas emoções. Você pode dar uma saída através de técnicas como a cadeira vazia, na qual você imagina que a pessoa com a qual quer conversar está bem à sua frente.
No entanto, tenha cuidado porque os psicólogos da Universidade Estadual de Iowa descobriram que algumas maneiras de ventilar emoções podem ter o efeito oposto, o que faz você se sentir pior. A chave está em encontrar a maneira de praticar o alívio emocional de uma maneira que lhe permita recuperar o equilíbrio perdido, escapando do controle exercido por essas emoções do seu inconsciente.
Traduzido e adaptado pela Equipe Revista Bem Mais Mulher
Fonte: Rincon Psicologia
Pitaco: Não tenha medo de escutar sua própria voz, e muito menos que os outros também o façam. É algo tão necessário como respirar, como comer, dormir. A comunicação emocional é ideal para o nosso dia a dia, para estabelecer relações mais saudáveis com os demais e, logicamente, com nós mesmos. Pratique-o com sabedoria, cuide de si mesmo.